domingo, 27 de setembro de 2009

António Paulo Rocha 4

Um Certo Olhar no Brasil 2006




INDIOS PATAXÓ (RESEVA INDIA PATAXÓ.
PORTO SEGURO SUL DA BAHIA BRASIL 2006


sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Juan Pomponio Castigliane



Woman Walking in Exotic Forest Henri Rousseau


PÉTALOS DE ARENA


Antiguas profecías

anuncian tu piel.

Escribo sin tinta en el cieloy aparece tu nombre,

pequeñas flores que brillan la noche.

La marea llega,

música nocturna que despliegas

onidos sin tiempo.

En olas audaces

estallan las rocas,

pronuncian tu ausencia.

Sueño sin la tinta sobre la tierra:

De tu sonrisa vuelan pétalos

adormecidos de luna.

Dejan tu aroma,

trazan tu nombre en la arena.


AL CERRAR LOS OJOS


Mi memoria vacía,

clara como el amanecer:

cisnes sobre el mar,

hacia el ocaso,

enrojeciendo las nubes.

El agua refleja corazones desde el fondo.

corales dormidos,

barcos errantes de canciones.


Juan Pomponio
Extractos do Livro SALVAJE publicado em 2002 com imagem de capa com o título “EL SUEÑO DE YADWIGHA” de Henry Rousseau

Juan Pomponio Escritor da Argentina presente na AladinFashion




sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Dina Ventura

O Beijo
Capa do seu próximo livro O Mistério das Cores Lançamento 28/10/2009 Local a Anunciar


O Corvo - Acrilico
Quem mata quem - Assim vai o mundo.
O CORVO (Poema)
Nunca me sinto só mesmo quando estou.
Estou sempre com o pensamento que por vezes não me deixa descansar.
Irrita-me a sua insistência, a sua presença constante de incitamento.
Peço-lhe folga, um instante que seja, para me sentir só e ele reage, pensando mais ainda.
Reflicto. Só o posso fazer, pois algo quererá.
Acordei já em continuidade de pensamento e ele segredou-me.
Como falas com alguém que não conheces?
Como estabeleces contacto com alguém que não sabes existir?
Não cheguei a conclusão alguma. Pois não existem definições para tais questões.
Embalo então na conversa com o pensamento. E deixo fluir, na loucura do permitir.
Permito que ele seja gente, que não se vê mas existe
Que não tem voz mas nunca está calado
Que não tem forma fixa e que muda a cada instante.
Surge de rompante.
E é na ponta da caneta que se exorciza, que o combato.
É algo mais forte que tudo.
Como se pensará sem pensar?
Onde estará o pensamento quando não se manifesta?
Agora está em diálogo com alguém que não conheço.
Mas reconheço. E fala e diz-me que nos conhecemos, sem conhecer.
Que não nos iremos ver e sim e apenas encontrar.
Há um pensamento comum.
Uma força de mistério que desaproxima quem está próximo
Pela admiração e pela distancia do espírito.
Mas existem são reais, são humanos e parciais.
Nada mais há a acrescentar.
Dina Ventura Maio/2009

Escritora e Artista Plástica

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Lia Sartori

Catavento

Emma

Flores e Borboletas

Lia Sartori é uma artista e mulher multifacetada, que participa com sua enorme energia vitalizante na nossa Familia AladinFashion!!!

Somos gratos pelos nossos queridos amigos!

Aladin Van Dunem
Fundador e Patriarca

segunda-feira, 15 de junho de 2009

terça-feira, 9 de junho de 2009

M Fernanda Sá Pires

Sou Feliz porque nasci em Inhambane porque Inhambane é a Terra da Boa Gente que significa na Lingua Gitonga "entra para dentro de casa",convite que os habitantes fizeram aos portugueses que ali aportaram para se resguardarem da chuva e que Camões canta em #Os Luiadas" porque a minha língua é a LÍNGUA pORTUGUESA. porque a LÍNGUA pORTUGUESA me deu uma Pátria porque chapinhava nas águas da chuva ao sol e ao vento porque depois apanhava filária tratada com cortes de lâmina e banhos de águas de plantas africanas colhidas no mato porque apanhava matacanhas curadas com cinza quente depois de tiradas com um alfinete por desinfectar porque andava descalça na areia a ferver sem me importar com os picos bem afiados porque comia mangas verdissimas que provocavam febrões porque comia também cajú,jambolão,cigoma,zirriva,maçãzinhas e os moranguinhos da ganga. porque fui mãe de cinco filhos amamentados com chá de ganga ou cacana que me punham os seios que nem cabaças porque guiei durante 6 anos à revelia porque fui criada entre entre africanos com quem joguei à bola e fugia para a praia porque sou do tempo em que se viajava de Xitemela até Inharrime para aí se apanhar uma camioneta o "tornicrofe"semelhante a uma carrrinha celular toda em ferro e com janelinhas para o ar. porque fui aluna do Colégio de Freiras,onde aos 7 anos aprendi Francês com uma freira educada no Sacré Coeur em França porque sou do tempo do XINKUERRENGUE aos sábados à noite porque o meu molungo engenheiro nunca levou um tostão pelos projectos para igrejas ,mesquita,escolas,colégios e maternidades porque tive um pai de "letras gordas "que no primeiro dia que dei aulas me disse para não me esquecer que era de um país de muita raças e religiões e pelo facto de ser branca não tinha o direito de me impor, mas respeitar as diferenças porque tive uma mamana que me criou e só queria que a sua "sanana"viesse para o xilunguine dos brancos de primeira porque saltava os muros das nunus para pilhar linfete ou bolinhos de coco ou ou de sura porque o cipaio GEREMIAS me adorava e não dizia à minha mãe que estava em cima de um galho a comer amendoas verdes como as ervas porque fisgava as galas, galas de cabeça azul porque cada filho plantou uma árvore porque o mainato júlio corria pelo quintal para o meu filho respirar por causa da tosse convulsa porque em Inhrrime há poços de petróleo selados desde 1948 porque havia pombos verdes noMocucune porque sou branca de segunda classe porque fui professora de alunos com cargos no Moçambique moderno porque tenho paludismo crónico porque vi tubarões,dugongos e peixes voadores porque comi matapa,plau,bagias,maningue mandioca ,linfete,coco lenho,castanha de cajú a estalar debaixo de uma chapa de zinco porque as minhas amigas eram brancas,pretas,mulatas e muçulmanas porque andei de batelão ao ritmo de "Maria Teresa zicuta" porque os madalas e os cocoanas eram respeitados porque não sei nada de politica porque o meu filho mais velho não fez aquela guerra inútil que só serviu para mutilar corpos e almas porque vivo num país onde não há pão ,toda a gente ralha e com razão porque nunca fui uma burguesa "empatée" porque o arigo 4º dos acordos se esqueceu de respeitar os "bens" e as "pessoas" porque tive capacidade de sobreviver à marginalização porque fui conotada como "colonialusta"sem o ser porque este pais aprendeu a lição e lutou com garra pela causa de Timor porque ainda viagei na antiga frota colonial por mars nunca dantes navegados porque este país continua a ser um país "das mais desvairadas gentes" porque sei onde fica a Ponte Salazar porque também sei cantar Vila Morena porque prezo o respeito pela instituição Escola como fonte do Saber porque ainda tenho respeito por valores humanos porque revesitei IANHAMBANE e fui carinhosamente acolhida porque nada posso fazer pela mediocridade, nem pelos pavões em brutas bombas Sou verdadeiramente Feliz por estar viva, sã e ser uma kotinha de netos que me amam SOU REALMENTE FELIZ.

M Fernanda Sá Pires

terça-feira, 19 de maio de 2009


Meu pai Aladin Cruz Van Dunem, minha mãe Maria Angela Santos e eu em criança.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

António Paulo Rocha

ENSAIOS SOBRE ARTE DIGITAL
António Paulo Rocha

Monica Calheiros

O amor divino se expressa em todo o Universo.

Sua presença está na leve brisa que acaricia as pétalas de uma flor, e nos vendavais que agitam ondas imensas nos oceanos.

Está no tênue sussurro da criança e também nas estrondosas explosões solares.

Está presente na luz singela do vaga-lume, que quebra a escuridão das noites silenciosas do sertão, e nas estrelas de primeira grandeza, engastadas na imensidão dos espaços siderais.

O amor divino está na florzinha singela, que espalha aroma em pequenos canteiros, e nas miríades de mundos que enfeitam galáxias nos jardins dos céus...

Os passarinhos que saltitam nos prados, cantam nos ramos e alimentam seus filhotes, dão mostras do amor de Deus.

As ondas agitadas que arrebentam nas praias, tanto quanto o filete de água cristalina que canta por entre as rochas, falam do amor de Deus.

A fera que ruge na selva e os astros que giram na amplidão enaltecem o amor divino, enquanto falam dessa cadeia que une os seres e as coisas no universo infinito.

No andar pesado do elefante e no vôo leve e gracioso do beija-flor, expressa-se o amor de Deus.

Da ferocidade da leoa em busca do alimento, à dedicação do pingüim chocando os ovos, percebe-se o amor divino.

Da leviandade do chupim, que bota seus ovos em ninho alheio, à operosidade e engenharia do joão-de-barro, notamos a presença do amor de Deus.

Nos insetos nocivos tanto quanto no exemplo de trabalho comunitário das abelhas, cupins e formigas, percebemos o amor divino.

No instinto de sobrevivência de homens, animais e plantas, está presente o amor de Deus.

Na minúscula semente que traz no íntimo o código genético de sua espécie, está contemplado o amor do Criador.

A destreza instintiva do pássaro tecelão, a graciosidade da borboleta, a habilidade inconteste dos reflorestadores alados, falam do amor de Deus.

A criança que sorri, inocente e feliz no regaço materno, e a que chora triste, sem rumo e sem lar, são a presença do Criador no mundo, com acenos de esperança.

O homem sábio, que emprega seus conhecimentos nos serviços do bem, e aquele que se enobrece no trabalho rude da lavoura, apresentam o amor de Deus, elevando a vida.

Até mesmo nas tempestades que destroem nossas flores de ilusão, vemos o convite do Criador para que plantemos em solo firme de felicidade perene.

O ar que respiramos é dádiva do amor celeste...

O amor que trazemos na alma, é herança do Criador da vida...

A esperança que alimentamos é ânfora de luz nutrindo a vida com a chama do amor de Deus.

Por fim, não há espaço algum no universo, onde não pulse o amor de Deus.

Na inquietude dos delinqüentes, o amor divino se faz atento...

Na dor dos aflitos, o amor de Deus é afago...

Na inocência da criança, o amor divino se mostra...

Na mansuetude dos sábios, o amor de Deus é quietude.

Na harmonia do universo, o amor do Criador repousa...

No coração de quem ama, o amor de Deus se realiza.

Autoria Monica Calheiros 14/03/2009

Noel Santiago








Kolasinski Marcerou


Obra Kolasinski Marcerou